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Polícia

NUCRIA PRENDE LÍDER RELIGIOSO INVESTIGADO POR ABUSO SEXUAL EM PONTA GROSSA

Segundo o NUCRIA, homem de 32 anos teria utilizado manipulação psicológica, ameaças e coerção espiritual para cometer abusos contra uma adolescente.

Crédito: NUCRIA de Ponta Grossa

A Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (NUCRIA) de Ponta Grossa, cumpriu nesta sexta-feira (6) um mandado de prisão preventiva contra um homem de 32 anos, líder religioso, investigado por violação sexual mediante fraude contra uma adolescente.

As investigações tiveram início após o registro de um boletim de ocorrência e a coleta de depoimentos da vítima e de familiares. Conforme o NUCRIA, os elementos reunidos apontaram para a prática reiterada de abusos sexuais, supostamente mediante fraude, manipulação psicológica e coerção espiritual.

De acordo com a investigação, o homem, que atuava como pai de santo, dizia que a adolescente possuía chamados espirituais e precisava receber energias no terreiro. Ele alegava estar incorporado por entidades espirituais para constrangê-la a praticar atos de natureza sexual.

Ainda segundo o NUCRIA, o investigado também teria feito ameaças de morte contra familiares da adolescente, caso ela não atendesse aos desejos atribuídos à entidade. Em um dos episódios, ele teria fornecido bebida alcoólica à vítima com o objetivo de reduzir sua capacidade de resistência.

Diante da gravidade dos fatos, a delegada titular do NUCRIA, Ana Paula Cunha Carvalho, representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pelo Poder Judiciário.

O mandado foi cumprido pela equipe policial na região do bairro Contorno, em Ponta Grossa. Após ser interrogado, o investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.

Ele deverá responder pelos crimes de violação sexual mediante fraude e fornecimento de bebida alcoólica a adolescente.

A delegada destacou que o investigado teria utilizado a fé e o temor religioso para coagir a adolescente e seus familiares. Segundo ela, a prisão também busca garantir que testemunhas e possíveis novas vítimas possam prestar depoimento sem medo de intimidações ou retaliações.

O NUCRIA reforça a importância de que possíveis vítimas ou pessoas que tenham informações relacionadas ao caso procurem a delegacia especializada.

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